Periódico de Acesso Aberto
0.5
Indexada na
SCOPUS
B2
2021-2024
quadriênio
Planejamento e Meio Ambiente | v. 14 n. 1 (2026)
André Beal Galina Juan Manuel Ruiz-Esparza Aguilar Stephen Francis Ferrari
Informações do autor
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Publicado em janeiro 13, 2026
As aves de rapina, predadores de topo, desempenham papel fundamental nos ecossistemas, mas sofrem com interferências antrópicas, como degradação de habitats, colisões com veículos e edifícios, além do tráfico e criação ilegal. Animais apreendidos do tráfico, ou fruto de entregas voluntárias e resgates são encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), onde passam por procedimentos de manejo, reabilitação e destinação, podendo ser soltos em Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS). Este estudo apresenta uma análise das admissões de aves de rapina no CETAS do IBAMA em Aracaju/SE, entre 2013 e 2023, com foco nas principais causas de morbidade e mortalidade. Foram admitidas 406 aves, distribuídas em 22 espécies, sendo Rupornis magnirostris, Tyto furcata, Athene cunicularia, Caracara plancus, Falco sparveirus, Glaucidium brasilianum, Megascops cholyba e Coragyps atratus responsáveis por 94,6% dos registros. Causas antrópicas foram predominantes (45,8%), destacando-se as colisões (21,7%), e apresentaram forte relação com a mortalidade (74,4%). Houve aumento no número de admissões entre 2015 e 2017 (acima de 50 indivíduos/ano), ainda que não significativo. Foram observadas diferenças significativas entre causas antropogênicas e naturais (H = 15,09; p < 0,05), e entre suas subcategorias (H = 35,18; p < 0,05). Um total de 290 aves (71,4%) foi reinserida na natureza após a reabilitação. Os dados indicam que a interação entre aves de rapina e o ambiente urbano em Sergipe impõe desafios à conservação, reforçando a necessidade de medidas de mitigação e de valorização das ações de reabilitação promovidas pelo CETAS.
