Periódico de Acesso Aberto
0.5
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SCOPUS
B2
2021-2024
quadriênio
Planejamento e Meio Ambiente | v. 14 n. 1 (2026)
Andreia Monique Lermen Iasmim Michelle Barboza Pereira Silva Menezes Joyce Cândida Thomé Pereira Allen Modro Silva Larissa Warnavin Nicole Geraldine de Paula Marques Witt
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Publicado em janeiro 09, 2026
A dengue é a arbovirose com maior incidência nas regiões tropicais e subtropicais, sendo considerada um importante problema de saúde pública. Neste trabalho, objetivou-se realizar o levantamento dos dados epidemiológicos de dengue no município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, no período de 2014 a 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico e socioambiental, de abordagem descritiva com natureza quantitativa de séries temporais da notificação dos casos de dengue, realizada com dados disponibilizados no Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e dados climáticos extraídos do Banco de Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Foram confirmados 109.494 casos de dengue, entre 2014 e 2023, com destaque para 2019 (36.783 casos). O sexo feminino (55,45%) e a faixa etária de 20 a 39 anos (37,80%) foram os mais acometidos. A maioria dos casos (80,75%) foi confirmada por critérios clínico-epidemiológico, destes 88,03% evoluíram para a cura e 0,053% vieram a óbito. Houve aumento de casos de dengue após o aumento da pluviosidade, que coincide com os primeiros meses do ano. A umidade e a precipitação média apresentaram associação positiva e significativa com o aumento do foco de Aedes aegypti. Tais achados evidenciam a magnitude da doença e a vulnerabilidade populacional, reforçando a necessidade urgente de políticas públicas contínuas e medidas educativas em saúde e vigilância sanitária, visando a prevenção e o combate efetivo ao vetor.
