Periódico de Acesso Aberto
0.5
Indexada na
SCOPUS
B2
2021-2024
quadriênio
Meio Ambiente e Ciências Sociais | v. 14 n. 2 (2026)
Joathan Cipriano Castro Paula Daniele Martins Moraes Cintia dos Santos Oliveira Wanessa Karolina Lima Negidio Myriam Suelen da Silva Wanzerley Hiago Felipe Cardoso Pacheco Julia Isabella de Matos Rodrigues Walmer Bruno Rocha Martins
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Publicado em agosto 15, 2026
● https://10.66205/rvbma.v14i2.2175
R E S U M O
As praças são espaços fundamentais para a integração social e a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas urbanas, contudo, a distribuição desigual de sua qualidade e infraestrutura pode refletir processos de injustiça ambiental. Este estudo objetivou avaliar a percepção de frequentadores quanto ao conforto ambiental, à arborização e à infraestrutura de 20 praças em Belém, Pará, Amazônia Oriental. A pesquisa de campo, realizada entre setembro de 2021 e março de 2022, consistiu na aplicação de questionários a 398 frequentadores, que atribuíram notas de 1 a 4 para critérios como qualidade da arborização, conforto ambiental, paisagismo, conservação, iluminação e pavimentação. Dentre os usuários entrevistados a maioria foi do sexo feminino, com idade entre 21 e 30 anos, e frequenta as praças principalmente para lazer. As praças localizadas em regiões centrais obtiveram melhores avaliações, enquanto aquelas em áreas periféricas receberam as piores notas, evidenciando desigualdades socioespaciais. A iluminação e a pavimentação foram os aspectos com as médias mais baixas, apontando fragilidades na manutenção. Conclui-se que a gestão das praças deve considerar a multifuncionalidade dos espaços, a acessibilidade e a participação social no planejamento, a fim de promover equidade no acesso aos benefícios ambientais e melhorar a qualidade de vida da população.
Palavras-Chaves: Áreas Verdes Urbanas, Planejamento Urbano, Paisagismo, Justiça Ambiental.
A B S T R A C T
Urban squares are essential spaces for social interaction and the provision of ecosystem services; however, the unequal distribution of their quality and infrastructure may reflect processes of environmental injustice. This study aimed to evaluate the perception of visitors regarding environmental comfort, afforestation, and infrastructure of 20 squares in Belém, Pará, Eastern Amazon. Field research, conducted from September 2021 to March 2022, involved the application of questionnaires to 398 visitors, who assigned scores from 1 to 4 for criteria such as afforestation quality, environmental comfort, landscaping, conservation, lighting, and paving. The majority of visitors surveyed were female, aged between 21 and 30 years old, and visit the squares primarily for leisure. Squares located in central areas obtained better evaluations, while those in peripheral areas received the lowest scores, highlighting socio-spatial inequalities. Lighting and paving were the aspects with the lowest average scores, pointing to maintenance weaknesses. It is concluded that square management should consider the multifunctionality of spaces, accessibility, and social participation in planning to promote equity in access to environmental benefits and improve the population's quality of life.
Keywords: Urban Green Areas, Urban Planning, Landscaping, Environmental Justice.
R E S U M E N
Las plazas son espacios fundamentales para la integración social y la provisión de servicios ecosistémicos en áreas urbanas. No obstante, la distribución desigual de su calidad e infraestructura puede reflejar procesos de injusticia ambiental. Este estudio tuvo como objetivo evaluar la percepción de los frecuentadores respecto al confort ambiental, la arborización y la infraestructura de 20 plazas en Belém, Pará, Amazonia Oriental. El trabajo de campo, realizado entre septiembre de 2021 y marzo de 2022, consistió en la aplicación de cuestionarios a 398 usuarios, quienes asignaron puntuaciones de 1 a 4 para criterios como calidad de la arborización, confort ambiental, paisajismo, conservación, iluminación y pavimentación. Los resultados indicaron que la mayoría de los usuarios son mujeres, con edades entre 21 y 30 años, y asisten a las plazas principalmente por motivos de recreación. Las plazas ubicadas en regiones céntricas obtuvieron mejores valoraciones, mientras que aquellas en áreas periféricas recibieron las calificaciones más bajas, evidenciando desigualdades socioespaciales. La iluminación y la pavimentación fueron los aspectos con las medias más reducidas, lo que señala debilidades en el mantenimiento. Se concluye que la gestión de las plazas debe considerar la multifuncionalidad de los espacios, la accesibilidad y la participación social en la planificación, con el fin de promover equidad en el acceso a los beneficios ambientales y mejorar la calidad de vida de la población.
Palabras clave: Áreas Verdes Urbanas, Planificación Urbana, Paisajismo, Justicia Ambiental.
