Revista Brasileira de Meio Ambiente

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B2

2021-2024
quadriênio

Idioma

Revista Brasileira de Meio Ambiente

e-ISSN: 2595-4431


Resumo

10.5281/zenodo.18271192

A contaminação por arsênio na água para consumo humano permanece uma crise persistente em comunidades rurais e periurbanas no Peru, onde as concentrações medidas frequentemente excedem o limite máximo permissível de 0,010 mg/L, aumentando a vulnerabilidade em saúde pública. Este estudo teve como objetivo comparar a eficácia das farinhas de casca de Citrus aurantifolia e Passiflora edulis como bioadsorventes para remoção de arsênio em água potável. Implementou-se um delineamento fatorial 4×3 (dose e tempo de contato), ajustado por um modelo de metodologia de superfície de resposta (MSR/RSM); a validação analítica foi realizada por ICP-OES e a inferência estatística incluiu ANOVA com modelo fatorial geral complementar. A farinha de Passiflora edulis atingiu remoções de até 90,2% sob condições ótimas (3,92 g L⁻¹, 29,1 min), reduzindo a concentração final de arsênio para 0,010 mg/L. Em contraste, a farinha de Citrus aurantifolia atingiu remoção máxima de 56,1% em 7,76 g L⁻¹ e 49,1 min. O modelo estatístico explicou mais de 96% da variabilidade e confirmou a importância da dose e o efeito sinérgico do tempo de contato, com ajuste superior para Passiflora edulis (R² ajustado = 95,85%). Concluímos que a farinha de casca de Passiflora edulis é uma alternativa eficiente, de baixo custo e alinhada à economia circular, viável para contextos com restrições tecnológicas.

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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Copyright (c) 2026 Walter Manuel Hoyos-Alayo, Jorge Luis Leiva-Piedra, José Lázaro Amaro-Mellado, Emilio Ramirez-Juidias